O que houve com o hino?

Pinheirinho é um desses casos que demonstram o quanto o povo nada vale para os que mamam nas tetas daquele que, ao som do mar e à luz do céu profundo, deitado está em berço esplêndido. Eternamente, inclusive. O Brasil, esse país de hino poético, de certos homens e certas mulheres que lutam, certos homens e certas mulheres que roubam, certos homens e certas mulheres que, ou bitolados tornaram-se, ou bitolados foram tornados, é também o país onde a polícia agride e a mídia não mostra. Por quê?
Vergonhosamente, inescrupulosamente, afrontadoramente, as redes de televisão não prestaram a cobertura necessária que a guerra civil no bairro de Pinheirinho pedia. Mostraram, em verdade, alguns poucos refugiados recebendo alimentos e cuidados — a imagem da qual Geraldo Alckmin, só mais uma maçã podre na feira, precisa num momento delicado como esse.
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